Os oito membros do Yoga

Muitas pessoas são atraídas para o yoga, inicialmente, pelos benefícios dos exercícios físicos e, somente mais tarde, passam a entender a profunda transformação oferecida por essa prática milenar, oriunda da Índia.Para vivenciar o yoga em toda a sua plenitude diariamente incorporado à sua vida,Patãnjali nos oferece os oito membros como fonte para nossa jornada, começando pelos Yamas:
1. Yama: cinco preceitos de disciplina social
A palavra yama significa “controle”. Para viver em harmonia, é preciso saber observar e evitar atitudes indesejáveis, como a violência, a cobiça, dentre outros. Os cinco preceitos são:
Ahimsa: não-violência. Não machucar outras pessoas ou outros seres sencientes. Respeitar os limites do próprio corpo durante a prática dos asanas, não prejudicando a si mesmo. Respeito ao meio ambiente também é considerado.
Satya: dizer e praticar somente a verdade. Pensamentos, palavras e ações devem ser coerentes, tolerando e respeitando também as outras visões de mundo.
Asteya: não roubar (isenção de avareza). Não roubar ou pegar nada que não tenha sido dado.
Brahmacharya: responsabilidade sexual. Apesar de esse preceito ser muitas vezes traduzido como abstinência sexual, o significado refere-se à conservação da energia para a prática espiritual.
Aparigraha: não-ambição; contentar-se com o necessário. Evitar o acúmulo de objetos e tudo mais que não seja essencial para progredir no caminho espiritual. Viva mais leve! 2) Niyama: cinco preceitos de disciplina individual
2. Niyama: cinco preceitos de disciplina individual
A palavra niyama quer dizer “abster-se”, deixar de fazer algo, visando a um bem maior. São cinco as recomendações de conduta:
Shaucha: pureza. Não apenas no sentido de manter o corpo higienizado, mas também na busca de um estado de pureza interior, evitando sentimentos de raiva e egoísmo, por exemplo.
Santosha: contentamento. O preceito não significa resignação, e sim a capacidade de adaptar-se e permanecer feliz, acolhendo os momentos de adversidade com sabedoria.
Tapas: austeridade, esforço sobre si mesmo. Manter constantemente o foco e a motivação para a prática do yoga, além da autosuperação nas demais circunstâncias da vida.
Svadhyaya: estudo e compreensão de si mesmo. Significa contemplar e aplicar as escrituras sagradas (como o Yoga Sutra de Patãnjali, o Bhagavad Gita) para o autoconhecimento.
Ishvara pranidhana: entrega dos frutos das ações ao Ser. Com modéstia e humildade, compreender que existe um princípio maior no universo, muito além de nossa restrita individualidade.
3. Asana – quer dizer postura, que é a arte de posicionar o corpo todo com uma certa atitude física, mental e espiritual.
4. Pranayama – é a ciência da respiração, que leva à criação, distribuição e manutenção da energia vital.
5. Pratyahara – controle e trabalho com os sentidos. “Isso significa direcionar os sentidos da periferia da pele para o cerne do ser, a alma”, escreveu Iyengar em A Árvore do Ioga.
6. Dharana – concentração.
7. Dhyana – meditação.
8. Samadhi – êxtase, paz inabalável.
Sama significa equilibrado, em harmonia. Quando a alma, que é a causa da existência, se harmoniza e se difunde em todas as direções, há samadhi. Muitas pessoas dizem que samadhi significa transe, mas transe não é a palavra certa para descrever esse estado. Em samadhi, você está plenamente consciente. A consciência se difunde em todas as direções, atravessando todas as camadas do corpo, todas as suas partes” (B.K.S Iyengar)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *