Quem somos

Karina Grecu, em cinco perguntas e respostas

karinagrecuO início do seu trabalho com o corpo começou no ballet clássico e depois migrou para as  artes cênicas. O que você resgata de conhecimento desta fase?
Karina:
Iniciei meus estudos de dança com Roberto Silva, um solista da companhia da D. Halina Biernacka. Com ele aprendi o que era “guru-śiṣya-paramparā”, a relação Guru-discípulo. Roberto dizia que a dança deveria ser a nossa “segunda natureza” –  e assim foi. Quando estava pronta, fui estudar com a mestre dele, parceira do grande Nijinsky, que dançava com a alma. Disciplina, refinamento musical, conhecimento dos grandes coreográfos, com D. Halina eu iniciei a arte da alma.
Quando tive um sério problema em meus pés e tive que parar de dançar, fui estudar artes cênicas com Flavia Pucci, que era a primeira atriz de Antunes Filho. Alguns anos depois, estava no Centro de Pesquisa Teatral (CPT). Com Antunes, aprendi que meu corpo era reflexo de toda minha consciência, que não havia como esconder minha ideias, meus anseios; meu corpo era puro como uma criança e, no sentido mais ingênuo, iria sempre refletir a minha alma.

Como nasceu o yoga em sua vida? Surgiu de algum questionamento que era preciso incorporar mente e espírito nas vivências corporais?
Karina: Como os meus pais praticavam hatha yoga, a prática não era desconhecida para mim. Mas o primeiro contato real foi no Centro de Meditação Siddha Yoga de São Paulo. No primeiro dia, assisti um video em que Gurumayi Chidvilasananda citava o comando de Seu Guru: “ Medite em seu ser, honre seu ser, Deus está em você como você”. Essa frase entrou em mim como um foguete e senti fisicamente o que significava a presença do Guru. Foi o encontro mais importante da minha vida. Assim comecei o meu sādhana (caminho espiritual).

Há quanto tempo você pratica yoga? Por que optou pelo método criado pelo mestre indiano B.K.S. Iyengar?
Karina: Pratico yoga desde esse encontro, no verão de 1997. Lá aprendi  o significado e a prática de seva (serviço devocional ao Guru), svādhyāya (estudo das escrituras), dakṣiṇa (oferenda por gratidão), bhajan-kīrtan (cantos devocionais), yamas e niyamas (disciplinas que são consideradas vitais para aqueles que seguem uma vida amparada pelo yoga), dhyāna (meditação), mas principalmente devoção e discipulado.
Quando engravidei, tive problemas que me incentivaram a buscar a hatha yoga. Tive a enorme bênção de encontrar o Iyengar Yoga! Fiquei completamente apaixonada pela prática, pois não cuidava apenas os aspectos físicos e mentais. Em Iyengar yoga estava contido o yoga que eu havia praticado. Guruji havia chegado ao refinamento mais puro do conhecimento humano dos āsanas (yogāsanas), então fui fazer formação de professores.

Como você aperfeiçoa os seus estudos atualmente?
Karina: Prática diária. Todo yoga começa e termina no coração: a prática diária é esse exercício do amor . Prāṇāyāmas e āsanas trazem luz à mente e devem ser praticados com “um fio ininterrupto de atenção consciente”.
Em 2009, comecei a viajar para ter mais conhecimento. Fui para  Pune (Índia) para estudar no Ramamani Iyengar Memorial Yoga Institute (RIMYI) e conhecer pessoalmente o Guruji B.K.S. Iyengar. Em 2010 e 2011 participei do intensivo de Blacons (França) para estudar com o professor sênior  Sri Faeq Biria. Também costumo ir a Buenos Aires estudar com a professora sênior Marina Chanselon.

Quais são as suas recomendações aos alunos que desejam ir além dos exercícios físicos e buscam integrar os demais aspectos do yoga? Como incorporar no dia a dia os yamas e niyamas?
Karina: Pratique! Quando a prática se torna constante, yamas (abstenção à violência, falsidade, roubo e ganância) e niyamas (limpeza, contentamento, disciplina mental e física) acontecem com naturalidade.
Como você poderia roubar, seja um bem material ou o direito à verdade de alguém? Ou como você poderia passar a vida sem contentamento se o yoga é uma fonte inesgotável de saúde e bênçãos?
A prática com constância cria uma vida de entusiasmo (palavra que do latim significa “estar cheio de Deus”), atrai a graça divina e a sua própria gratidão. E esse é um ciclo: gratidão atrai bênção, bênção atrai gratidão… E assim infinitamente…

 

Sandra Corrêa Lotufo (facebook Sandra Babeto)

12645024_10206659551620505_3972220101156706754_nPedagoga com formação em Psicodrama e Teatro.

Fez parte do grupo Macunaíma sob a direção de Antunes Filho durante 8 anos – período em que ministrou aulas de teatro e atuou nas peças: Nova Velha História, Vereda da Salvação, Nas Trilhas da Transilvânia e Gilgamesh. Realizou Curso de teatro físico e butô com profissionais competentes como: Luis Louis, Desmond Jones e o mestre Kazuo Ohno.

Desde 2013 tem feito parte do grupo de facilitadores da Plataforma Intento (Programa de Formação e Desenvolvimento de Jovens Líderes Íntegros) ministrando atividades teatrais, corporais e sociodramáticas.

É proponente do Projeto Corpo Incena: D@nte Adi@nte que trabalha com a potencialização expressiva corporal dos jovens de baixa renda da comunidade de São Paulo e a montagem de peças teatrais com temas pertinentes aos adolescentes. Pratica Iyengar Yoga há mais de 6 anos, é aluna assídua da professora Karina Grecu e está no 3º ano do curso de formação do método Iyengar Yoga com o Professor Pedro Pessoa da Associação Brasileira de Iyengar Yoga.

 

One thought on “Quem somos

  1. queridos, que linda equipe! muitas práticas auspiciosas pra todos nós! namaste!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *